CRI e CRA Corporativo: Captação de Longo Prazo sem Bancos
Descubra como a emissão de CRI e CRA permite captar recursos de longo prazo com carência e custo reduzido, superando o crédito bancário de giro tradicional.

Além do banco tradicional: como usar CRI e CRA para captar recursos de longo prazo
Para grandes e médias empresas dos setores imobiliário, industrial, logístico e do agronegócio, sustentar planos de expansão ou reestruturação de passivos utilizando empréstimos bancários tradicionais atrelados ao CDI é uma das formas mais rápidas de asfixiar o fluxo de caixa.
O crédito bancário comercial possui limitações estruturais conhecidas pelas tesourarias: prazos curtos (geralmente entre 12 e 36 meses), amortizações imediatas e consumo do limite de crédito da empresa junto ao Sistema Financeiro Nacional.
Para contornar esse gargalo, a desintermediação financeira via emissão de CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) consolidou-se como o caminho mais eficiente para captar dezenas de milhões de Reais diretamente com o mercado de capitais.
A mecânica do CRI e do CRA: o que são e como funcionam?
Diferente de um empréstimo bancário direto, o CRI e o CRA são títulos de securitização de renda fixa.
A operação funciona através da conversão de direitos creditórios futuros (ou contratos de aluguel, duplicatas, CPRs e promessas de compra e venda) em títulos negociáveis no mercado de capitais:
- A Originação do Lastro: A empresa (uma indústria, cooperativa, loteadora ou proprietária de galpões) possui um direito creditório com lastro imobiliário (CRI) ou do agronegócio (CRA).
- A Securitização: Uma Companhia Securitizadora "empacota" esses créditos e os transforma em títulos de renda fixa.
- A Captação no Mercado: Esses títulos são distribuídos para investidores institucionais (fundos de investimento, family offices e investidores qualificados). O dinheiro capta diretamente no caixa da empresa tomadora.
Por que a emissão de CRI/CRA é superior ao crédito de giro bancário?
Ao comparar a estrutura de mercado de capitais com a linha de capital de giro tradicional de um banco comercial, quatro vantagens competitivas se destacam para a tesouraria corporativa:
1. Prazos Longos e Carência Real de Amortização
Enquanto um banco dificilmente concede mais de 3 ou 4 anos de prazo para giro comum, emissões de CRI e CRA operam com horizontes de 7, 10, 15 ou até 20 anos. Além disso, a estrutura permite negociar prazos de carência de até 2 ou 3 anos para início da amortização do principal, dando fôlego para o projeto amadurecer e gerar caixa antes das primeiras parcelas.
2. Isenção Fiscal para Investidores = Custo de Funding Reduzido
Para pessoas físicas e determinados fundos, os rendimentos gerados por CRIs e CRAs contam com isenção de Imposto de Renda. Essa vantagem tributária faz com que o mercado aceite taxas de retorno mais competitivas. Para a empresa emissora, isso se traduz em um custo efetivo de captação (pricing) substancialmente menor do que pagar o spread bancário de uma linha comercial comum.
3. Preservação dos Limites Bancários (Linhas Clean)
Ao captar recursos diretamente no mercado de capitais, a empresa não consome os seus limites de crédito com os grandes bancos operacionais. As linhas tradicionais da tesouraria ficam 100% livres (clean) para cobrir eventuais necessidades de liquidez diária ou operações curtas de trade finance.
4. Flexibilidade de Covenants e Estruturação Sob Medida
O crédito bancário tradicional impõe tabelas e condições padronizadas. No mercado de capitais, a estrutura de garantias (alienação fiduciária de galpões, cessão de recebíveis, fianças), as cláusulas de covenants e o cronograma de amortização (bullet, semestral ou anual) são desenhados sob medida para o perfil de geração de caixa da empresa.
Quem pode emitir CRI e CRA?
Ao contrário do que muitos executivos acreditam, não é necessário ser uma empresa de capital aberto (S.A. listada em bolsa) para acessar essa estrutura.
- CRI (Imobiliário): Indústrias com galpões próprios, redes de varejo com contratos atípicos de aluguel (Built-to-Suit ou Sale-Leaseback), incorporadoras e loteadoras.
- CRA (Agronegócio): Tradings, distribuidoras de insumos, usinas de açúcar e etanol, cooperativas rurais e indústrias de alimentos que possuam contratos com produtores rurais.
A Solução Boreal
A Boreal assessora a sua empresa em todo o ciclo de estruturação de crédito via mercado de capitais. Mapeamos os ativos da companhia para a criação do lastro, selecionamos as melhores securitizadoras e estruturamos a tese junto às mesas de distribuição para garantir liquidez, prazo elástico e redução real do custo do seu passivo.
💡 Sua empresa possui ativos imobiliários ou contratos do agro e quer migrar do crédito bancário para o mercado de capitais?
Fale com a equipe de engenharia financeira da Boreal e solicite um diagnóstico de viabilidade:
Próximos Passos
